
Música e Copa do Mundo: como os shows de abertura se tornaram um espetáculo global
De cerimônias simples nas primeiras edições a apresentações de artistas internacionais, a música se transformou em uma das marcas registradas da Copa do Mundo.

A Copa do Mundo é conhecida pelos grandes jogos, pelos craques e pelas histórias inesquecíveis dentro de campo. Mas, nas últimas décadas, outro elemento passou a fazer parte do espetáculo: a música.
Hoje, milhões de pessoas acompanham as cerimônias de abertura dos Mundiais não apenas pelo futebol, mas também pelas apresentações musicais que reúnem artistas de fama internacional. O que muitos torcedores não sabem é que essa tradição demorou décadas para se consolidar.
As primeiras Copas tinham cerimônias simples
Quando a primeira Copa do Mundo foi disputada em 1930, no Uruguai, não existiam shows musicais como os que conhecemos atualmente.
As cerimônias eram compostas por desfiles, apresentações protocolares, autoridades e homenagens aos países participantes. O foco era totalmente voltado para a competição esportiva.
Durante boa parte do século XX, a abertura dos Mundiais manteve esse perfil mais formal e institucional.

O início da transformação
A partir das décadas de 1970 e 1980, as cerimônias começaram a ganhar mais elementos culturais e artísticos.
A FIFA percebeu que o torneio era acompanhado por uma audiência global cada vez maior e passou a investir em apresentações capazes de representar a cultura dos países-sede.
Foi nesse período que a Copa começou a se transformar em um espetáculo de entretenimento mundial.
A música oficial das Copas
Um marco importante ocorreu em 1962, no Chile.
A canção “El Rock del Mundial”, interpretada pela banda Los Ramblers, é considerada a primeira música oficial ligada a uma Copa do Mundo.
Desde então, os Mundiais passaram a adotar músicas temáticas que ajudavam a promover o torneio e criar uma identidade própria para cada edição.
França 1998: o momento que mudou tudo
Para muitos especialistas, a Copa da França, em 1998, foi responsável por consolidar a ligação entre música e futebol.
A canção “La Copa de la Vida”, interpretada por Ricky Martin, tornou-se um sucesso internacional e foi além dos estádios.
A música dominou rádios, programas de televisão e paradas musicais em diversos países, mostrando que uma canção de Copa podia se tornar um fenômeno mundial.

Shakira e o fenômeno Waka Waka
Se existe uma artista associada às Copas do Mundo, esse nome é Shakira.
Na Copa da África do Sul, em 2010, a cantora lançou “Waka Waka (This Time for Africa)”.
A música rapidamente conquistou o planeta e se tornou uma das canções mais famosas da história dos Mundiais.
Mesmo anos após o torneio, ela continua sendo lembrada por torcedores de diferentes gerações.
O Brasil em 2014
A Copa realizada no Brasil teve como música oficial “We Are One (Ole Ola)”, interpretada por Jennifer Lopez, Pitbull e Claudia Leitte.
A apresentação de abertura reuniu centenas de artistas, bailarinos e músicos em um espetáculo que destacou elementos da cultura brasileira para bilhões de espectadores ao redor do mundo.
As músicas que marcaram gerações
França 1998 La Copa de la Vida — Ricky Martin
Alemanha 2006 The Time of Our Lives — Il Divo e Toni Braxton
África do Sul 2010 Waka Waka — Shakira
Brasil 2014 We Are One (Ole Ola) — Pitbull, Jennifer Lopez e Claudia Leitte
Rússia 2018 Live It Up — Nicky Jam, Will Smith e Era Istrefi
Catar 2022 Hayya Hayya (Better Together)
O que esperar da Copa de 2026?
A Copa do Mundo de 2026 será a maior da história.
Pela primeira vez, o torneio será realizado em três países: Estados Unidos, México e Canadá.
A expectativa é de que as cerimônias de abertura sejam ainda mais grandiosas, reunindo tecnologia, cultura e apresentações musicais de artistas internacionais.
Tudo indica que a união entre futebol e música continuará sendo uma das marcas mais fortes do maior evento esportivo do planeta.
Você sabia?
A música “Waka Waka” ultrapassou bilhões de visualizações nas plataformas digitais e é considerada uma das canções esportivas mais populares já produzidas.

